Transtornos alimentares – o que a pesquisa precisa responder

barbie mia
Imagem: reprodução

Os transtornos alimentares estão associados a considerável sofrimento físico e mental, suas causas ainda não são bem compreendidas e os tratamentos existentes ainda deixam muito a desejar.

Pesquisadores holandeses, em colaboração com uma organização inglesa (The James Lind Alliance), criaram condições para estabelecer uma lista de prioridades a serem respondidas pela pesquisa nesta área. A primeira fase do processo consistiu em coletar dados de pacientes, clínicos e cuidadores sobre quais seriam as lacunas no conhecimento atual. Em seguida, os pesquisadores avaliaram as evidências disponíveis para saber quais questões continuavam sem resposta e, finalmente, determinar as questões prioritárias. Todas estas etapas foram executadas com o rigor metodológico necessário, e as principais incertezas na prevenção e tratamento dos transtornos alimentares puderam ser identificadas:

  • Que fatores influenciam a possibilidade de recuperação completa da doença?
  • Quais características clínicas da doença poderiam contribuir para um tratamento mais personalizado?
  • Qual é o tratamento mais efetivo para o paciente que com transtorno alimentar e outra co-morbidade?
  • Qual o melhor ambiente para o tratamento (internação, ambulatório, hospital-dia, residência)?
  • Como os familiares podem ajudar na recuperação?
  • O que é mais efetivo: tratar primeiro os sintomas alimentares ou os problemas subjascentes?
  • Existe algum fator de risco para o desenvolvimento do transtorno?

Agora é esperar que estas questões possam determinar o escopo das atividades futuras das agências de financiamento e dos pesquisadores.

Confira aqui a publicação completa:
Top 10 research priorities for eating disorders

2 respostas para “Transtornos alimentares – o que a pesquisa precisa responder”

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