Outro gol! Reversão da perda da memória na demência de Alzheimer

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Imagem: reprodução

O processo de desenvolvimento de novos medicamentos desde os primeiros testes de uma substância até os estudos finais em seres humanos pode levar décadas. Pode depreender-se daí o porquê do esforço em identificar novos usos para substâncias já comercializadas, cujo processo de aprovação seria dramaticamente reduzido.

Atualmente, mais de 5 milhões de norte-americanos têm demência de Alzheimer e estima-se que até 2050, este número pode chegar a 14 milhões se tratamentos mais efetivos não estiverem disponíveis. A cada 66 segundos, um norte-americano é diagnosticado com Alzheimer, o que a torna a 6ª causa de morte nos EUA.

Pesquisadores ingleses demonstraram que um anti-inflamatório não esteroidal, o ácido mefenâmico, conhecido no Brasil como “Ponstan”, foi capaz de melhorar de maneira importante a memória de camundongos geneticamente modificados para desenvolver Alzheimer. A perda de memória nos camundongos foi revertida ao nível inicial, antes do desenvolvimento induzido da doença.  Investigações adicionais revelaram que o ácido mefenâmico é capaz de intervir numa via inflamatória específica de algumas doenças, entre elas a demência de Alzheimer e a arteriosclerose. Ainda há um bom caminho a percorrer até que essa descoberta vire um novo remédio na prateleira, mas pode ser que desta vez o processo seja mais curto.

Confira aqui a publicação:
Fenamate NSAIDs inhibit the NLRP3 inflammasome and protect against Alzheimer’s disease in rodent models

E assista a um vídeo dos autores da pesquisa:
Research into potential treatment option for Alzheimer’s disease at The University of Manchester

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