Medicação SOS

Todos gostaríamos de saber que todas as intervenções terapêuticas habitualmente usadas foram suficientemente avaliadas e desafiadas em estudos bem desenhados e conduzidos de forma adequada. Mas a vida….
Na prática psiquiátrica, a prescrição de medicamentos em regime SOS para pacientes internados é universalmente aceita, significando que eles deverão ser administrados apenas em caso de necessidade. Na literatura em inglês, encontramos essa descrição como “as required medication” ou “pro re nata” (PRN), um termo em latim que significa “de acordo com as circunstâncias” ou conforme as circunstâncias exigirem. Os medicamentos usados no tratamento de doenças psicóticas podem demandar semanas para se mostrarem efetivos e estima-se que nas enfermarias de pacientes agudos, entre 20 e 50% das pessoas recebam pelo menos uma dose de medicação SOS durante sua permanência em enfermarias de pacientes agudos, com o objetivo de lidar com agitação e agressividade.
Para comparar os efeitos desse regime de medicação SOS com um padrão de medicação regularmente prescrito para tratar sintomas psicóticos ou distúrbios do comportamento em pacientes internados em unidades psiquiátricas, o grupo de esquizofrenia da Cochrane Collaboration realizou uma extensa busca por estudos em diversas bases de dados nos anos de 2001, 2006, 2012 e 2013.
Até o momento, não foi localizado qualquer ensaio clínico, o que significa que essa prática tão usual é unicamente baseada na experiência clínica ou no hábito, e não em evidências científicas de alta qualidade. Ainda aguardamos.

‘As required’ medication for seriously mentally ill people in hospital

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