Eletrochoque

eletrochoque
Imagem: Sonia Rentsch

A eletroconvulsoterapia tem defensores e detratores em igual medida. Existe evidência científica robusta de sua efetividade no tratamento da depressão grave, mas os efeitos adversos cognitivos, especialmente na memória, limitam muito seu uso. No passado, a eletroconvulsoterapia era muito mais usada do que é hoje, e muitos indivíduos a experimentaram mais como punição do que como tratamento.

A terapia envolve a indução deliberada de convulsões pela aplicação de uma pequena descarga elétrica no cérebro, geralmente sob anestesia. No mundo todo, a posição usual dos eletrodos é bitemporal, isto é, dos dois lados da cabeça, nas têmporas. Na Irlanda, Inglaterra, norte da Europa e EUA, o tratamento costuma ser administrado duas ou três vezes por semana, geralmente totalizando 8 seções.

Uma pesquisa na Inglaterra indagou a opinião de pacientes que foram submetidos ao tratamento entre 2004 e 2006.

  • 72% dos usuários disseram que o tratamento ajudou
  • 20% disseram que não houve efeito
  • 5% disseram que não gostariam de se submeter novamente ao tratamento
  • 14% disseram que o tratamento mudou ou salvou suas vidas

Os maiores riscos que é preciso considerar são:

  • o risco da anestesia
  • outras condições médicas presentes
  • alteração da memória
  • o risco do não tratamento se outras alternativas já se mostraram ineficazes.

A grande vantagem do tratamento é a rapidez de efeito e pode-se entender a importância disto nos pacientes que não conseguem levantar da cama sequer para suas necessidades pessoais. Alguns pesquisadores alegam que os efeitos adversos podem ser minimizados e a efetividade indubitavelmente mantida se os eletrodos forem posicionados apenas do lado direito da cabeça, um na têmpora direita e outro próximo ao topo do crânio, no lado direito.

Electroconvulsive therapy – MIND

Electroconvulsive Therapy for Depression

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *