Distinção entre antipsicóticos de primeira e segunda geração

A esquizofrenia é considerada uma doença crônica e debilitante, que afeta cerca de 1% da população. Ao contrário de muitas doenças, onde a fisiopatologia direciona a síntese de novos medicamentos, na esquizofrenia, foi a descoberta fortuita de que uma substância que atua no sistema dopaminérgico do cérebro melhorava delírios e alucinações, que propiciou o surgimento de hipóteses sobre os mecanismos fisiopatológicos da doença.

Os primeiros medicamentos foram sintetizados na década de 50, eles são conhecidos como antipsicóticos de primeira geração e representaram um avanço enorme na maneira de lidar com nossos doentes. Haloperidol e clorpromazina são os representantes mais conhecidos dessa classe de medicamentos. Mas os efeitos adversos, principalmente neurológicos, sempre limitaram muito a aderência dos pacientes ao tratamento.

Na década de 90 surgiu no mercado de medicamentos uma nova geração de antipsicóticos, que mostravam semelhanças aos da geração anterior no efeito terapêutico, e um perfil diferente de efeitos adversos, mais focados no sistema metabólico. Os mais conhecidos aqui são olanzapina, risperidona e aripiprazol. Cerca de 20 antipsicóticos de primeira e segunda geração são comercializados no mundo.

O manual da Inglaterra (NICE) mantém uma posição neutra em relação à escolha do melhor antipsicótico, inclusive deixando de lado esta distinção entre primeira e segunda geração, e recomenda que a opção por um medicamento se dê com base em seus efeitos, e na preferência de pacientes e cuidadores. Mas esta divisão ainda persiste na prática clínica.

Antipsychotics learning module – MHRA

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