“Comfort Food” – o que é isso?

Imagem: Chiquinha

O termo “comfort food”, comida que conforta ou traz consolo, foi adicionado aos dicionários em 1977. Trata-se daqueles alimentos com alto teor de açúcar ou carboidratos, geralmente associados a infância ou comida caseira, capazes de promover uma alteração no estado mental, uma sensação de saciedade e amparo. Trata-se também de uma ligação emocional com o alimento, derivada de uma associação prazerosa com a pessoa que o preparou. Há uma boa chance de nos sentirmos atraídos por estes alimentos em tempos de angústia e desamparo, e as pesquisas conduzidas nesta área têm aumentado nossa compreensão sobre os fatores que influenciam nossas preferências e comportamento alimentar.

Um estudo recente indica que as pessoas com ligações emocionais mais sólidas serão também mais capazes de recorrer à “comfort food”, geralmente a mesma que comiam na infância, em momentos de aflição emocional, e explicam porque as pessoas podem comer “comfort food” enquanto estão de dieta ou quando não estão com fome. De acordo com um dos pesquisadores, um comportamento que poderia ser encarado como uma resposta condicionada clássica.

Em suma, recorrer à “comfort food” é uma maneira de sentir-se socialmente conectado e seguro, o que certamente diminui os riscos para a saúde física e mental, mas não é isento de riscos, e pode ser mais sábio conseguir lidar com nossas vulnerabilidades de outra maneira. Afinal, a “comfort food” nunca vai despedaçar seu coração, mas pode detonar sua dieta.

Confira aqui o artigo:
Threatened belonging and preference for comfort food among the securely attached

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