Cérebro virtual alavanca o tratamento da epilepsia

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Imagem: reprodução

A epilepsia é um distúrbio do sistema nervoso central no qual a atividade de células nervosas do cérebro é interrompida, causando convulsões ou períodos de comportamento e  sensações incomuns, e, por vezes, perda de consciência. Segundo pesquisas norte-americanas, uma em cada 26 pessoas têm epilepsia e 10% dos indivíduos podem ter uma única crise não provocada. No entanto, uma única convulsão não significa epilepsia. Geralmente, ao menos dois ataques não provocados são necessários para o diagnóstico.
Os indivíduos são afetados pela doença de maneira muito diferente. Esta variabilidade individual tem efeitos muito claros nos desfechos das intervenções terapêuticas, e intui-se daí a importância de sistemas de diagnóstico e tratamento mais personalizados. Atualmente, só contamos com a interpretação visual de exames de eletroencefalograma e de ressonância magnética para compreensão dos mecanismos de ação da doença, com o agravante de que 50% dos pacientes não apresenta anormalidades visíveis na ressonância e a causa de sua epilepsia permanece desconhecida. No que tange aos desfechos das intervenções, cerca de 30% das pessoas afetadas não responde a nenhum tratamento, e sua única esperança é a cirurgia – que por sua vez só é efetiva se o cirurgião tiver boas indicações de qual região do cérebro operar.
Pesquisadores franceses acabam de desenvolver um cérebro virtual personalizado que reconstitui o cérebro de uma pessoa afetada pela epilepsia. Partindo do desenho de um “manequim”, eles adicionam informações individuais, que permitem reproduzir o local onde a descarga epiléptica se inicia e como ela se propaga em cada pessoa. A técnica permite um diagnóstico mais preciso do local da cirurgia e ainda testar diferentes possibilidades cirúrgicas, permitindo pesar riscos e benefícios de cada uma. Esta tecnologia já está sendo testada para outras patologias que afetam o cérebro, como esclerose múltipla e demência de Alzheimer.

Confira aqui a publicação original:
The Virtual Epileptic Patient: Individualized whole-brain models of epilepsy spread

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