Autismo, Asperger e o espectro

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Imagem: reprodução

O chamado “transtorno do espectro autista” é uma categoria diagnóstica relativamente nova, que engloba doenças antes classificadas separadamente: o autismo, a síndrome de Asperger e outros transtornos do desenvolvimento da integração da infância. O termo “espectro” foi introduzido em referência à grande variedade de sintomas e sua gravidade. É uma doença que afeta a habilidade de se comunicar e interagir com os outros, restringe interesses e atividades e apresenta padrões de comportamento repetitivo e restrito. O número de crianças diagnosticadas nesta categoria está crescendo, não se sabe se devido à melhor detecção da doença ou a um real aumento do número de casos – ou se a ambos.

Algumas crianças mostram sinais da doença no início da infância enquanto outras podem apresentar desenvolvimento normal nos primeiros anos e subitamente tornar-se isoladas, agressivas ou perder habilidades linguísticas já adquiridas. Cada criança apresenta um padrão único de comportamento e gravidade dos sintomas. A maioria das crianças afetadas apresenta lentificação do aprendizado, embora apenas parte delas tenha inteligência abaixo do normal. Na verdade, algumas crianças são altamente inteligentes e têm habilidades acima da média em áreas específicas, como música ou matemática. Conforme crescem, podem tornar-se mais engajadas e apresentar menos distúrbios no comportamento.

Dada a complexidade do transtorno, é possível que causas genéticas e ambientais (infecções virais, complicações na gravidez e poluição do ar são mais estudadas) interajam para produzir a doença. É importante ressaltar que as pesquisas não demonstram correlação entre a vacina tríplice viral e autismo.

Não há cura, tampouco existe um tratamento único que sirva a todos. Talvez por isso, o número de intervenções propostas é considerável – terapias que focam no comportamento e comunicação, terapias educacionais, terapia familiar, terapia criativa, terapia sensorial, terapia de quelação, dietas especiais e acupuntura. Nenhum medicamento é capaz de melhorar os sinais centrais do transtorno do espectro autista, mas alguns podem melhorar os sintomas associados a ele: antidepressivos para ansiedade, antipsicóticos para problemas comportamentais e outros medicamentos para hiperatividade.

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Saiba mais sobre TEA em:
Mayo Clinic: Autism spectrum disorder

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