Alzheimer – uma luz no fim do túnel?

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Imagem: reprodução

Estima-se que até 2050 mais de 13 milhões de americanos poderão desenvolver demência de Alzheimer, um aumento dramático sobre o cenário atual, de cerca de 5 milhões. Os tratamentos disponíveis hoje não são satisfatórios e, embora certas terapias tenham demonstrado eficácia no declínio cognitivo em modelos animais, poucos estudos puderam comprovar o mesmo desempenho em humanos. O desenvolvimento de um programa terapêutico personalizado, baseado na patogênese da demência de Alzheimer e que envolve o metabolismo associado à neurodegeneração, no entanto, surgiu com uma esperança na reversão dos sintomas.

Um estudo inicial realizado em humanos, que envolveu 10 pacientes mostrou resultados promissores. A maioria dos voluntários estava nas fases iniciais da doença e todos foram submetidos a um tratamento personalizado, definido com base em informações variadas, incluindo fatores genéticos, histórico médico, medicamentos utilizados, estilo de vida, capacidade cognitiva e indicadores de atividade metabólica.

Todos os pacientes avaliados demonstraram considerável melhora dos sintomas de declínio cognitivo. Alguns deles haviam parado de trabalhar por conta dos sintomas da doença e, com o tratamento, foram capazes de retornar às suas atividades enquanto outros, também já apresentando dificuldades, foram capazes de perceber melhoras marcantes.

Os resultados encontrados pela pesquisa sugerem que, ao menos nas fases iniciais da doença, o declínio cognitivo é conduzido por processos metabólicos, reforçando a necessidade de testar melhor esta abordagem terapêutica em ensaios clínicos  controlados, envolvendo um número maior de participantes.

Confira o estudo completo aqui:
Reversal of cognitive decline in Alzheimer’s disease

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